Sebrae, braço direito dos pequenos contra os gargalos da economia

Por Marilayde Costa

 

 

“Apesar de estarmos vivendo uma época difícil no Brasil, uma crise política, econômica e social que impacta profundamente na produtividade, começamos a visualizar algo positivo que é uma perspectiva de um novo ciclo, um momento de voltar ao crescimento”, afirmou Julio Agostini, diretor de Operações do Sebrae, no Palco Liderança do Lidere 2017, na tarde desta quinta (5).

“E aproveitar o novo momento do País significa melhorarmos o ambiente de negócios das empresas.” Uma das formas apontadas por Agostini é o emprego da cooperação entre todos os envolvidos no processo, seja entre empresas e municípios, entre municípios e municípios ou entre empresas e sociedade civil.

Como as pequenas e médias empresas representam hoje 42% da folha de pagamento do Paraná, o investimento neste setor é fundamental para o País. Esta é a filosofia do Sebrae que apoia esta fatia do mercado.

No trabalho de apoiar os pequenos empresários, o Sebrae vem trabalhando no sentido de reduzir os fatores externos que facilitam e melhoram o ambiente das empresas, como o acesso ao mercado, ao crédito, à inovação, à justiça, promove ainda o associativismo, desburocratização, educação empreendedora, e agiliza a abertura do MEI (Microempreendedor Individual).

Agostini lembrou que o Paraná é o único Estado a ter um sistema integrado para a melhoria do ambiente dos negócios, que mantém 130 comitês locais, 18 comitês territoriais e o fórum estadual. “Este sistema é uma vantagem competitiva do Paraná. A desburocratização é uma das primeiras que trabalhamos, hoje há municípios no Paraná em que uma empresa pode ser aberta em apenas dois dias, portanto é mais fácil empreender no nosso Estado”, afirma. Hoje a Rede Simples – Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios, que permite a abertura, alteração, baixa e legalização de empresas, está presente em 220 municípios, dos 399 do Paraná. De 2013 para 2016, o total de microempresas no Paraná cresceu 107,9%, passando de 199,1 mil para 413,9 mil.

Ele ainda lembrou que a implantação do programa Compras Paraná garante hoje que 38% das compras estaduais sejam feitas das pequenas empresas.

Agostini fechou sua palestra com questões relevantes que todos os pequenos empreendedores que querem melhoria do ambiente devem se perguntar.

Qual é a nossa visão de futuro, objetivos e metas para os próximos quatro anos?

Que níveis de protagonismo queremos desempenhar?

Que ações são estratégicas para a transformação do ambiente de negócios?

Quem serão nossos verdadeiros aliados nesta missão?

Como poderei contribuir para a melhoria do ambiente?

Que legado deixaremos no final deste período de quatro anos?

Como poderemos fortalecer a cooperação entre empresas, governo e sociedade civil?

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