O futuro já começou. Pelo menos, para as possibilidades da Internet das Coisas

Por Micaela Orikasa

Esqueça a ideia de comprar um aparelho de ar-condicionado. Em pouco tempo, você irá comprar a refrigeração. Como? Pergunte a Paulo Spacca, diretor de relacionamento da ABINC (Associação Brasileira da Internet das Coisas).

Ao subir ao palco Inovação no segundo dia do Lidere 2017, Spacca logo mostrou que a Internet das Coisas ou IOT (Internet of Things), já começou e há muita coisa pela frente. “Diferentes dispositivos e sensores têm potencial de criar uma indústria eletroeletrônica de grandes dimensões no mundo”, afirmou.

Com um olhar bem à frente, ele afirma que quem estiver ligado ou melhor, conectado nesse universo – onde os objetos e máquinas ligados a uma rede, geram, capturam e analisam dados – terá grandes chances de protagonizar novos modelos de negócios.

“O físico está se transformando em digital e isso reflete diretamente em novos serviços. Para se ter uma ideia, hoje já é possível monitorar uma fábrica à distância, medir a temperatura do bebê pela chupeta e até utilizar sensores na terra para saber o tempo certo de plantar”, citou.

O próprio corpo humano pode ser um grande sensor. No mercado, já existem roupas e calçados inteligentes, sem contar os relógios. E toda essa avalanche tecnológica é irreversível, como sustenta Spacca, responsável por instalar no Brasil, empresas como Sybase, Netscape, Peoplesoft e Quest.

“Então, é preciso começar a pensar fora da caixa. Ter uma visão mais aberta. Trabalhar e buscar muitas parcerias, preparar mão de obra especializada para o trabalho e estar atento, pois haverá muita briga por patentes”, ressaltou.

Em relação ao endereçamento de cada objeto, o IP (Protocolo de Internet), Spacca adianta que com tanta conectividade, uma nova geração já foi oficializada em 2012, o IPv6. “Dá para suportar a onda de sensores que vão entrar no mercado”, apontou.

E apesar de tantas inovações e possibilidades de negócios, há um desafio importante a ser estruturado: a de garantir a segurança dos dados. “No Brasil ainda não temos uma legislação, especialmente na área de saúde”, concluiu.

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