Cooperativismo cresce no Brasil, mas ainda tem amplo espaço para ocupar, afirmam especialistas

Por Marilayde Costa

 

Os desafios do crescimento das cooperativas no Brasil. Este foi o tema do Painel Cooperativismo, realizado na tarde desta quinta (5) no Lidere 2017 com Alvaro Jabur, presidente da Uniprime; Leandro Poretti, diretor geral da argentina Sancor Seguros; Rafael de Giovani Neto, presidente do Conselho Administrativo Sicoob Norte; Robson Mafioletti, superintendente da Ocepar e Wellington Ferreira, presidente do Sicredi União PR/SP. A discussão foi mediada por Nei Paccagnan, proprietário da Litz Estratégia e Marketing.

Entre os problemas e desafios do sistema cooperativista levantados por Paccagnan estão as questões relacionadas à educação, ao entendimento por parte do mercado quanto ao modelo de negócio, quanto à diferenciação que as cooperativas mantêm no seu DNA, o compromisso das cooperativas em desenvolver atividades que fomentam a riqueza e o desenvolvimento local (um compromisso que faz parte dos pilares do negócio).

Paccagnan salientou que a educação cooperativista é um desafio enorme porque não se trata só de formar líderes e colaboradores, mas também da formação da sociedade.

 

Crescimento

Na avaliação de Wellington, apesar de no mundo o cooperativismo estar bastante difundido e até liderar o mercado financeiro em alguns países, ainda há muito o que crescer no Brasil. “O desafio maior das cooperativas brasileiras é a maneira como nós comunicamos as essências das cooperativas de créditos para as empresas que tem um nível maior. Apesar de termos avançado 700% em seis anos (em todo o País), ainda somos pouco conhecidos. E temos que achar uma forma de comunicação que hoje é diferente daquela que é o nosso DNA”.

Robson acrescentou que a Ocepar tem um papel importante neste processo de crescimento porque procura organizar de forma sistêmica o trabalho das cooperativas. “Hoje em torno de 30% da população do Paraná tem envolvimento com as cooperativas e de 1,5 milhão de cooperados, sendo que destes 1,3 milhão é de cooperativas de crédito. O desafio maior é preparar as futuras gerações”

Na avaliação de Álvaro Jabur, presidente da Uniprime, é importante não se afastar dos princípios cooperativistas, que são fundamentais e perenes. Para ele, a gestão deve ser democrática com a participação dos cooperados.

Já Rafael frisou a importância de estar presente fisicamente nos municípios de atuação da cooperativa e usar as ferramentas digitais para esta aproximação também é um dos caminhos.

A importância das redes sociais na comunicação das cooperativas foi reforçada por Leandro, da cooperativa argentina de seguros. “A tecnologia está mudando a velocidade de partes importantes e se transformam praticamente em aliada no cumprimento de metas cada dia mais perto do cooperado.”

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